Fronteira de contato.
Alergia, vermelidão, nódoa, descamação, oleosidade, micose, queimadura, picada, urticária, estria, inflamação, furúnculo, corte.
Cicatriz.
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
turn on turn off
Lendo, acometido por sono irresistível. Virei o rosto e, começando a adormecer, babei.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
adordavida
Ele
Já quis ser joga dor
Hoje só expecta dor
Continua ama dor
Melancolia defini dor
Admira dor (d)e futebol
Já quis ser joga dor
Hoje só expecta dor
Continua ama dor
Melancolia defini dor
Admira dor (d)e futebol
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
eu e a caixa de papelão
estou tão feliz ao lado da minha caixa de papelão. minha cama é grande, cabe eu e cabe ela.
quando eu era pequeno, entrei numa caixa de papelão. era um carrinho.
uma vez eu empurrava quem estava dentro da caixa. outra vez eu entrava na caixa e alguém me empurrava.
também já foi um robô. o robô era feito de mais de uma caixa de papelão. eu imaginava o que poderia fazer para dar movimentos ao robô. no fundo, no fundo, tinha certa esperança que ele iria se mover.
já coloquei pintinhos amarelos, desses de 1 real, ou alguns cruzeiros, dentro da caixa de papelão. morreram todos. foram enterrados com caixas de papelão.
eu lembro que minha cachorra deu cria e a gente colocou os bichinhos dentro de uma caixa de papelão. eles faziam cocô.
uma vez fizemos armadilha para pegar passarinho. foi com caixa de papelão.
cá estou eu com minha caixa de papelão. eu amo tudo nela. o cheiro, a textura, o barulho. adoro ficar abraçado com minha caixa de papelão. ela é grande, mas eu não caberia dentro da caixa de papelão.
quando a gente é pequeno as coisas crescem, quando a gente fica grande elas encolhem.
quando eu era pequeno me sentia grande. agora... parece que encolhi. que nem a caixa de papelão.
quando eu era pequeno, entrei numa caixa de papelão. era um carrinho.
uma vez eu empurrava quem estava dentro da caixa. outra vez eu entrava na caixa e alguém me empurrava.
também já foi um robô. o robô era feito de mais de uma caixa de papelão. eu imaginava o que poderia fazer para dar movimentos ao robô. no fundo, no fundo, tinha certa esperança que ele iria se mover.
já coloquei pintinhos amarelos, desses de 1 real, ou alguns cruzeiros, dentro da caixa de papelão. morreram todos. foram enterrados com caixas de papelão.
eu lembro que minha cachorra deu cria e a gente colocou os bichinhos dentro de uma caixa de papelão. eles faziam cocô.
uma vez fizemos armadilha para pegar passarinho. foi com caixa de papelão.
cá estou eu com minha caixa de papelão. eu amo tudo nela. o cheiro, a textura, o barulho. adoro ficar abraçado com minha caixa de papelão. ela é grande, mas eu não caberia dentro da caixa de papelão.
quando a gente é pequeno as coisas crescem, quando a gente fica grande elas encolhem.
quando eu era pequeno me sentia grande. agora... parece que encolhi. que nem a caixa de papelão.
domingo, 10 de janeiro de 2010
Emprestando poesia...
(Vinícius, sempre.)É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coraçãoMas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não...
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oraçãoPorque o samba é a tristeza que balança
...
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Precisando (desesperadamente) de poesia.
Tem pacote grande?
Quero todo o estoque.
(Medo de que meus ouvidos suportem apenas o silêncio.)
Quero todo o estoque.
(Medo de que meus ouvidos suportem apenas o silêncio.)
domingo, 13 de dezembro de 2009
Minha caverna.
Pequena. Cheia de coisas.
Minhas palavras, minhas lembranças, minhas conquistas, meus segredos, meus cheiros, meus convites, meus suspiros.
Minha chave do lado de dentro.
Ilha. Até quando?
Minhas palavras, minhas lembranças, minhas conquistas, meus segredos, meus cheiros, meus convites, meus suspiros.
Minha chave do lado de dentro.
Ilha. Até quando?
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