O pranto do rio
Busca único destino
Na margem de lá.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
terça-feira, 13 de abril de 2010
Jiló é para os fracos.
O verdadeiro gosto amargo é outro.
É aquele sabor que sentimos depois de muito calejados.
Depois de tanto sofrimento e frustração.
Depois da desesperança.
Suportar o amargo é virar gente grande.
Que pena.
É aquele sabor que sentimos depois de muito calejados.
Depois de tanto sofrimento e frustração.
Depois da desesperança.
Suportar o amargo é virar gente grande.
Que pena.
terça-feira, 9 de março de 2010
Walk
Blind Melon
Find myself singing the same songs everyday
Ones that make me feel good
When things behind the smiles ain't ok
Around and over and in-between the seas
I need to be on top of a mountain
Where I can be see everything
Cause this paranoia's getting old
Now as I open my eyes to start another day
I'm in a pile of puke
Empty bag of execuses
My love for friends and family
you know I need them
And under a sun that's seen it all before
My feet are so cold
And I can't believe that I have to bang my
Head against this wall again
But the blows they have just a little more
Space in-between them
Gonna take a breath and try, try again
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh
Find myself singing the same songs everyday
Ones that make me feel good
When things behind the smiles ain't ok
Around and over and in-between the seas
I need to be on top of a mountain
Where I can be see everything
Cause this paranoia's getting old
Now as I open my eyes to start another day
I'm in a pile of puke
Empty bag of execuses
My love for friends and family
you know I need them
And under a sun that's seen it all before
My feet are so cold
And I can't believe that I have to bang my
Head against this wall again
But the blows they have just a little more
Space in-between them
Gonna take a breath and try, try again
AAAAAAaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhh
quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Pele
Fronteira de contato.
Alergia, vermelidão, nódoa, descamação, oleosidade, micose, queimadura, picada, urticária, estria, inflamação, furúnculo, corte.
Cicatriz.
Alergia, vermelidão, nódoa, descamação, oleosidade, micose, queimadura, picada, urticária, estria, inflamação, furúnculo, corte.
Cicatriz.
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
turn on turn off
Lendo, acometido por sono irresistível. Virei o rosto e, começando a adormecer, babei.
sábado, 13 de fevereiro de 2010
adordavida
Ele
Já quis ser joga dor
Hoje só expecta dor
Continua ama dor
Melancolia defini dor
Admira dor (d)e futebol
Já quis ser joga dor
Hoje só expecta dor
Continua ama dor
Melancolia defini dor
Admira dor (d)e futebol
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
eu e a caixa de papelão
estou tão feliz ao lado da minha caixa de papelão. minha cama é grande, cabe eu e cabe ela.
quando eu era pequeno, entrei numa caixa de papelão. era um carrinho.
uma vez eu empurrava quem estava dentro da caixa. outra vez eu entrava na caixa e alguém me empurrava.
também já foi um robô. o robô era feito de mais de uma caixa de papelão. eu imaginava o que poderia fazer para dar movimentos ao robô. no fundo, no fundo, tinha certa esperança que ele iria se mover.
já coloquei pintinhos amarelos, desses de 1 real, ou alguns cruzeiros, dentro da caixa de papelão. morreram todos. foram enterrados com caixas de papelão.
eu lembro que minha cachorra deu cria e a gente colocou os bichinhos dentro de uma caixa de papelão. eles faziam cocô.
uma vez fizemos armadilha para pegar passarinho. foi com caixa de papelão.
cá estou eu com minha caixa de papelão. eu amo tudo nela. o cheiro, a textura, o barulho. adoro ficar abraçado com minha caixa de papelão. ela é grande, mas eu não caberia dentro da caixa de papelão.
quando a gente é pequeno as coisas crescem, quando a gente fica grande elas encolhem.
quando eu era pequeno me sentia grande. agora... parece que encolhi. que nem a caixa de papelão.
quando eu era pequeno, entrei numa caixa de papelão. era um carrinho.
uma vez eu empurrava quem estava dentro da caixa. outra vez eu entrava na caixa e alguém me empurrava.
também já foi um robô. o robô era feito de mais de uma caixa de papelão. eu imaginava o que poderia fazer para dar movimentos ao robô. no fundo, no fundo, tinha certa esperança que ele iria se mover.
já coloquei pintinhos amarelos, desses de 1 real, ou alguns cruzeiros, dentro da caixa de papelão. morreram todos. foram enterrados com caixas de papelão.
eu lembro que minha cachorra deu cria e a gente colocou os bichinhos dentro de uma caixa de papelão. eles faziam cocô.
uma vez fizemos armadilha para pegar passarinho. foi com caixa de papelão.
cá estou eu com minha caixa de papelão. eu amo tudo nela. o cheiro, a textura, o barulho. adoro ficar abraçado com minha caixa de papelão. ela é grande, mas eu não caberia dentro da caixa de papelão.
quando a gente é pequeno as coisas crescem, quando a gente fica grande elas encolhem.
quando eu era pequeno me sentia grande. agora... parece que encolhi. que nem a caixa de papelão.
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